A imbecilidade dos médicos está se tornando insuperável e insuportável

O tal cirurgião Marcos e os meninos de calça arreada fazendo o gesto de uma vagina, infelizmente, não são exceções entre os seus.

Generalização é sempre algo bestial. Por isso, adianto, não quero generalizar aqui. Inclusive porque conheço muita gente boa praticando medicina. Gente que tem todo o meu respeito.

Como também há gente séria no jornalismo. E uma das coisas que mais se faz neste blogue é criticar a mídia.

Mas hoje, o alvo é outro. São os médicos. Porque eles andam ultrapassando todos os limites.

Um bando de idiotas que se arvoram em uma casta especial está acabando com a possibilidade de o Brasil avançar na área de saúde porque entende a medicina apenas como mercadoria.

E porque acredita que pode tudo, incluindo todos os tipos de desrespeito aos direitos humanos, não só aos seus pacientes, como também à sociedade.

Prefeitos brasileiros que atuam com responsabilidade sabem que não há categoria mais difícil para lidar do que a médica.

Mesmo quando se paga bons salários, são poucos os profissionais que trabalham as horas contratadas. Porque a corporação criou uma tal de hora médica, que não existe na lei, mas que vigora na prática.

Se o “doutor” tem que trabalhar 4 horas e deveria atender 12 pacientes em média neste período, ele atende 12 pacientes em 1h, 1h30 e se pica para o consultório que às vezes fica na frente do posto de saúde onde atua.

Não me peça para apresentar provas disso. Porque elas são abundantes e basta pesquisar no google para verificar a quantidade de reportagens que mostram médicos fraudando cartões de ponto.

Mas isso tudo vem sendo jogado para debaixo do tapete, como se fosse apenas um desvio de conduta individual. Como se não houvesse um problema estrutural ético que hoje afeta boa parte da categoria.

Ontem duas notícias relativamente bizarras estavam relacionadas ao comportamento de médicos. A agressão de um tal Marcos, cirurgião plástico que age de forma absolutamente escrota e violenta com a garota com quem mantinha relacionamento na casa do BBB. E a foto de um grupo de estudantes de medicina com a calça arreada fazendo com a mão a imagem de uma vagina, que viralizou nas redes.

Em ambos os casos, a resposta das entidades médicas foi um track. Não podemos nos pronunciar porque não se trata disso ou daquilo. Porque não diz respeito a prática médica e tal.

E vem sendo assim sempre.

Até porque essas entidades médicas foram criadas para proteger a corporação e nada mais.

Se você já viveu um erro médico na sua família sabe bem do que estou falando. Mesmo quando um outro profissional admite que seu colega de branco errou, ele não topa corroborar a denúncia. Se você vai a um órgão de classe fazê-la, será desencorajado o tempo todo.

Na lógica da ética médica está a defesa do colega antes de tudo. E assim vai se praticando no Brasil uma medicina pouco humana e irresponsável.

Mas isso é apenas parte do problema. O maior deles é que se perdeu o princípio humanista da profissão.

Converse com um jovem médico, com raríssimas exceções, e eu conheço algumas delas, eles buscam estudar especialidades que “deem dinheiro”. E reclamam de maneira absolutamente desrespeitosa de pacientes mais pobres quando têm de atendê-los.

Os médicos em geral são filhos da classe média alta, que gastam de 6 mil a 10 mil por mês para fazer um curso na área. E que depois de seis anos querem recuperar cada centavo do que “investiram”.

Sim, medicina como investimento. E um médico como uma empresa.

Outro dia ouvia uma conversa de um grupo de jovens médicos e o discurso de um deles, com o qual todos concordaram, me chamou muito a atenção.

Ele falava de sua carreira como se um projeto capitalista. Algo do tipo, meu objetivo para os próximos cinco anos é uma receita líquida de 40 mil mensais em média, se possível 50 mil. E depois desse período quero entrar num outro patamar.

E para chegar neste outro patamar ele alinhava cursos de especialização que faria e até contatos que buscaria manter em atividades sociais.

Em poucos momentos onde a conversa passou pelo SUS, neste grupo, foi para se falar de corrupção e de como é nojento atender essa gente que nem toma banho direito. Sim, um deles disse exatamente isso.

Sinceramente, amigos, hoje não tenho dúvida alguma de que vai ser preciso criar uma nova classe médica para se mudar o padrão de saúde no Brasil.

Com essa mentalidade majoritária, baseada numa formação que só seleciona filhos da classe média alta e com essas entidades que só se preocupam em defender que os privilégios da corporação se mantenham, o Brasil nunca terá um sistema de saúde público de qualidade.

Na área de saúde, a corrupção é um problema. Como em muitas outras áreas. Mas no Brasil, a forma como boa parte dos nossos médicos entende sua profissão e se comportam em relação aos seus pacientes e à sociedade é algo que contribui em muito para nos colocar no patamar atual.

O tal cirurgião Marcos e os meninos de calça arreada fazendo o gesto de uma vagina, infelizmente, não são exceções entre os seus.

Aliás, recordo-me de uma cena quando ainda estava no colégio e fui ver uma disputa esportivas universitária. O grupo de jovens da medicina entrou no ginásio da disputa explodindo galinhas com bombinhas que tinham bombinhas sido colocadas nas suas cloacas. Morriam de rir.

Como também sempre foram os mais agressivos nos trotes. E os mais violentos nas festas.

Enquanto isso for sendo tratado só como exceção, você, amigo paciente, terá muito do que reclamar.


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30 comments

  1. Marcia Responder

    Excelente. Como sempre. Matou a pau!

  2. Sandra Pestana Responder

    Finalmente com as caras dos imbecis bem expostas!

  3. sara Responder

    É infelizmente está acontecendo em todo pais o trote da Faculdade de medicina de Petrópolis RJ tmb foi um horror. Os alunos fecharam uma rua principal do centro da cidade. E todos com copos e garrafas de bebida. Ofendiam a enfermagem cantando” O enfermeiro vai se Fuder eu sou o fillho que seu pai queria ter.”. Isso são nossos futuros médicos.

    1. Izabel Meister Coelho Responder

      Não, esses são os jovens que acabaram de entrar numa universidade e que vem de uma formação inadequada. São jovens que pensam que entrar no curso de medicina os dará um poder que não existe. Terão que aprender a dura realidade dentro das universidades para que percebam a inadequação do seu modo de ser e pensar. São jovens resultantes uma sociedade em que educação, postura e responsabilidade parecem ter esquecidas. Não são exemplos únicos, vemos isso em todas as áreas . Infelizmente, esta é a dura realidade de uma sociedade que se tornou permissiva com o crime, com a corrupção e com o desrespeito.

  4. Gustavo Responder

    Primeiramente, você fala que não vai generalizar. Depois você cita um evento num BBB como sintomático de uma classe inteira.

    Como se mulheres no brasil inteiro não fossem agredidas por goleiros, juízes, pedreiros e jornalistas.

    Post no mínimo mal intencionado, seguindo a agenda da esquerda.

    Vou te recordar a sequência de eventos no lançamento do “mais médicos”

    1- Governo resolve abrir uma porrada de faculdade sem a menor condição de funcionamento. Ensino médico cada vez mais sucateado.

    2- Médicos se posicionam contra esse movimento. Alertam que é perigoso. Que com tantas faculdades, fica difícil ter tanta gente de qualidade pra formar esse povo todo.

    3- Sociedade critica os médicos. O projeto vai adiante.

    4- Taí o resultado.

    5- Agora “A culpa é dos médicos”

    1. Renato Rovai Responder

      Se o problema do comportamento médico fosse resultado do Mais Médicos você poderia ter razão. Acontece que isso é muito, mas muito anterior a 2013. Ou seja, é preciso arrumar outra desculpa.

      1. Geraldo Responder

        Renato, LEIA o comentário que vc verá que ele não falou do Mais Médicos como causa da má formação dos médicos, mas sim, a agenda esquerdista que vc tanto ama, de liberar a abertura de faculdades de medicina a rodo, sem condição de ensino e formação moral, pra intencionalmente deixar a categoria profissional piorar, pra assim então fazer o profissional médico mais um soldadinho técnico igual é em Cuba que vc tanto ama.

        É só baixar algumas linhas abaixo do texto que está lá toda escancarada uma propaganda de um livro chamado “GOLPE 16″… ah faça-me o favor senhor Rovai.. A quem vc acha que está enganando?

      2. Fábio Timoner Responder

        Lamentável reportagem!!!!
        Um Blogueiro, que responsabilidade tem? Opinar!!!!!!!!!!! Pode ser um.formador de opiniões!
        Mas ao ofender uma Classe inteira extrapola o.seu papel, e foi contraditório ao iniciar falando em não generalizar, o.que efetivamente fez !
        Por mais atos ilegíilegítimos de uma minoria de médicos, não justifica os termos usados!
        Fácil teclar; mas de um Plantão de Pronto Socorro, aí verá o que é responsabilidade; muito além de teclar e receber seu dinheirinho!!!!!

  5. Responder

    Que diarreia mental… falou que não ia generalizar mas olha aí!
    Acorda! A classe mais difícil para lidar são os políticos não os médicos!!!! Isso foi uma brincadeira idiota de estudantes.. Não levante bandeiras sem conhecimento de causa!
    Maioria dos médicos cumprem sim seus horários e trabalham sem p menor recurso apenas pelo bem da população.. tem muito médico sem receber há três.. quatro… cinco meses….
    E você se baseando apenas com o que é divulgado na mídia..
    tá difícil Brasil!!!!! Ignorância e irresponsabilidade sem tamanho!

  6. Roberto Souza Lima Responder

    Imbecilidade dos médicos?? Que generalização mais predadora!!!! Este grupo de estudantes de medicina que estão formando e que ainda nem receberam as suas inscrições no CRM ! Tudo no seu devido lugar!

  7. Rafael Coelho Responder

    Sou médico, e até concordo com muitas coisas ditas no texto. Mas muitas outras são simplesmente generalizações toscas que o autor disse que não ia fazer. Realmente a medicina é tratada por muitos como uma mercadoria. Pacientes (ou melhor, usuários) dos convenios e seguros de saúde compram produtos, para consumirem quando quiserem, marcam e desmarcam (aliás, simplesmente faltam) consultas, pedem exames “porque estou pagando”, preferem ir a médicos que os atendem em todas as suas reivindicações exdrúxulas, muitos médicos se adaptam a este mercado, e depois a culpa da mercantilização da medicina é só do médico. É do médico também, e de todos nós (usuários do sistema), que tratamos a medicina assim. Os médicos se adaptaram.
    Dizer que “a medicina do Brasil é um lixo” (como alguns disseram nos comentários) é outra generalização tosca. Conheço INÚMEROS médicos anônimos, nas mais diversas áreas de especialização, que são do mais alto nível e poderiam exercer a profissão em qualquer hospital de qualquer grande centro de um país desenvolvido. Mas será que nossa sociedade está enxergando, valorizando e permitindo que estes profissionais ofereçam seu melhor desempenho?

    1. Renato Rovai Responder

      Não acho a medicina do Brasil um lixo.
      E conheço muitos médicos que merecem todo o meu respeito.
      Eles, na minha humilde opinião, deveriam discutir como melhorar a imagem da sua classe.
      abs
      rr

  8. Izabel Meister Coelho Responder

    Renato, concordo com o várias da suas colocações, mas preciso discordar da generalização que usou para o tema. Sou médica e professora há 30 anos e tenho infinitamente mais exemplos positivos e de sucesso dr ex alunos se tornaram médicos excelentes tecnicamente e cuidadosos de seus pacientes. Generalizar a partir de um jogador do big brother, que já deveria ter sido questionado por participar desse lixo, que agride mulheres e estudantes de postura anti ética, machista e agressiva a qualquer ser humano é, no mínimo, ver a situação de forma pontual, estreita e Tendenciosa. E quando você cita as prefeituras bem intencionadas, eu como ex-secretária de saúde de uma grande prefeitura, posso garantir que os médicos nãosão os causadores das dificuldades de saúde dos municípios. Má gestão, desvio de recursos, contratos precários, condições inadequadas de trabalho exercem o papel fundamental nos problemas de saúde. Não quero eximir a culpa dos responsáveis. Os estudantes e o médico do big brother devem ser punidos de acordo com o que ele fizeram. E estas questões devem, se já não fazem, ser discutidas em todos os fóruns e escolas médicas que tem consciência do seu importante papel de formar médicos para uma população que necessita, não só ser tratada mas, ser bem tratada.

    1. Renato Rovai Responder

      tentei não generalizar e disse isso logo no começo do texto. conheço excelentes profissionais de medicina e imagino que você deve ser uma delas.
      abraços

  9. Luis Campos Porto Responder

    Não são médicos.
    São retardados descerebrados vestidos de médicos.
    Médico é outra coisa.
    É um conjuntode coisas
    Ser estudante de medicina ou bacharel em medicina, não significa ser médico.
    Médico é quem medica, quem cuida, quem minimiza ou cura o sofrimento alheio.
    Os personagens da foto são insuficientes mentais para entender isso.
    Portanto, isso não tem nada a haver com medicina.

  10. Nat Responder

    Realmente a imbecilidade do Marcus de ficar aturando a Emily quando ela estava com a macaca toda é enorme.
    Não vi nos vídeos q eu vi a Emily querer afasta-lo.
    Agora o Marcos num tava de jaleco no programa, não tem motivos para achar q ele age emocionalmente e igual no trabalho

  11. Valdir Martins Responder

    Se a maioria dos médicos atuassem como você informa não haveria sistema de saúde no Brasil.

  12. Um brasileiro Responder

    “Ele falava de sua carreira como se um projeto capitalista. Algo do tipo, meu objetivo para os próximos cinco anos é uma receita líquida de 40 mil mensais em média”.

    Graduação em medicina = seis anos.
    Residência médica = em geral quatro anos
    Lembrando que as vagas de residência no Brasil ainda são poucas e as provas difíceis, além de ter que encarar a prova de título ao final.

    Realmente camarada, é um absurdo querer ser bem remunerado depois de tudo isso.

    Como já falaram, puro proselitismo.

    1. Renato Rovai Responder

      Quantos anos você acha que se estuda para ser professor universitário e dar aulas numa universidade como a USP, por exemplo?

  13. Joelma Nascimento de Souza Responder

    A coisa mais correta que você disse em sua matéria está no começo dela, em que você fala sobre o perigo de generalizações. A fonte de todo preconceito e racismo vem de você pegar a atitude de indivíduos e aplica-las a um grupo. A atitude dos estudantes da foto refletem mais uma deformidade moral dos indivíduos do que de uma classe, até porque, nem médicos eles são ainda. Em relação ao “Marcos”, quantos engenheiros, advogados, jornalistas e outros profissionais são denunciados e expostos por violência contra a mulher cotidianamente? Alguém já questionou a ética profissional deles?
    O grande problema está no fato de parte da população verem os médicos como previlegiados, esquecendo-se dos anos de estudo e sofrimento que eles passam. Porque, diferente do que a maioria pensa, a faculdade de medicina não é um passeio no parque. Requer dos estudantes um esforço físico e psicológico descomunal. Portanto, não vejo problema se ao final, o médico busca por uma compensação econômica pelo seu esforço. Até porque, na maioria das vezes, esse bom salário, que todos falam, vem de horas e horas de trabalho, onde o sono é considerado luxo.
    Acredito que todo trabalho deve ser compensado, afinal o seu também está sendo. Só olhar a quantidade de anúncios em seu blog. Não estou julgando, apenas exemplificando.
    Em relação aos médicos do SUS… profissionais ruins estão em todos os lugares e resta a nós, não aceitar e denunciar.
    Te deixo uma dica, a próxima vez que você for falar da profissão médica como um todo, lembre-se do seu parente ou conhecido, ou até mesmo você, que teve a vida salva por um profissional que estudou de 6 a 10 anos, para estar a sua frente e que é um ser humano como você. Que muitas vezes arrisca a vida para atender a um paciente e passou noites insones para adquirir o conhecimento necessário. Com certeza ele não não está acima de ninguém, mas definitivamente merece respeito.

    1. Renato Rovai Responder

      Médico, pelo jeito, não teve professor, não tem advogado, não precisa de lixeiro….é incrível como usam esse argumento de que um dia você vai precisar de um médico. Como se outros profissionais fossem desnecessários.

  14. RLG Responder

    Texto preconceituoso e generalista,mesmo o autor falando que não quer generalizar. Ações de um grupo isolado, que também acho imbecis, poderá manchar a reputação de todos os profissionais da área,mas infelizmente, da muito mais ibope noticiar este tipo de ação,que falar sobre as milhares de vidas que salvamos no nosso dia a dia,de quantas pessoas livramos de suas dores aflitivas,de tantas outras que chegam com lágrimas no rosto e saem com um sorriso nos labios, mas isso realmente não importa a ninguém,para nossos semelhantes ficou mais fácil criticar as minorias a elogiar a maioria …

  15. War Responder

    Sou médico e devo dizer, nos estudamos a vida toda pra salvar vidas e diagnosticar corretamente e ainda temos que aturar um país sem memoria ou educação, um país que nos trata mal. 12 anos somando faculdade e residencia me deram o direito de dizer que SIM, somos melhores que a maioria SIM, eu posto foto fazendo buceta, mandando o dedo ou com o meu pau pra fora se me der na telha, vcs não tem bussola mora pra julgar ninguem, por que para se ter isso, tem que se ter primeiro moral. Entao eu encerro mandando do fundo do meu coração vcs todos pra puta que os pariu. Sou eu que vou cuidar da vida de vcs e eu quero mais é que o moralismo de vcs se fodam.

    1. Renato Rovai Responder

      vejo que anos de estudo não serviram para nada além de uma imensa boçalidade…

  16. Ana Paula Responder

    Prezado Rovai,
    Como você, acredito que existam profissionais bons e ruins em todas as áreas e ocupações. E a generalização é uma temeridade!
    Porém, tenho que discordar de você em alguns pontos. O primeiro é o de que os médicos atuam de forma mercantilista. De maneira alguma! Estamos sim sendo pressionados pelo governo a aceitar a “pejotização” da nossa profissão. Não temos plano de carreira e temos sim, um piso salarial que não é respeitado em qualquer instituição que você possa pesquisar.
    Segundo ponto: as instituições responsáveis se posicionaram veementemente contra a produção e veiculação de imagens envolvendo médicos, mesmo estudantes de medicina. Conselhos e Associações médicas já se posicionaram e emitiram comunicados repreendendo tal atitude e lembrando o posicionamento do médico e do estudante de medicina em face ao código de ética de classe.
    Terceiro ponto: o personagem do BBB 2017, Marcos, apresentado com médico, não estava no exercício de sua função durante sua temporada dentro da “casa”; além do mais, não é porque este indivíduo é MÉDICO que ele não pode se comportar da maneira que o fez. Pesa sobre qualquer indivíduo, de qualquer profissão, um comportamento como o que se viu. Embora, sobre qualquer pessoa também possamos ponderar, que semanas de confinamento possam causar um desequilíbrio que leve a tal comportamento.
    Quarto ponto: fiz meu curso numa universidade Federal, não paguei diretamente por ele, mas à época tinha consciência de que meus pais haviam pago muio imposto de maneira que era meu direito e meu MÉRITO estar cursando Medicina da numa UF. Assim como eu, os 109 colegas que entraram comigo naquele ano. Conheço todos muito bem! E entre vários ricos, muito merecedores de sua vaga pois prestaram vestibular, estavam inúmeros menos afortunados, egressos de escolas públicas! E hoje estamos todos no mesmo patamar: somos médicos por MERITOCRACIA. E temos orgulho disso! Nossa turma se orgulha de sua heterogeneidade e de sua meritocracia!
    E, bem da verdade, não vejo problema algum em um colega querer ganhar 40 mi reais! O médico pode dar três plantões durante a semana e triplicar seu salário. O que em outras profissões não se consegue. Mas isso tem um custo! A privação de sono, privação de convívio familiar, etc. Se você pudesse aumentar a sua produtividade não gostaria de ganhar mais?
    Quanto a atender pacientes sujos, não é privilégio de ricos ter atitude de desprezo. Isso é falta de treinamento, descaso com o próximo, falta de humanidade… feio mesmo. Concordo. Mas já vi vários médicos tirarem seu jaleco de linho para cobrir um paciente nu, como já vi médicos de origem humilde tratarem um paciente com desdém… Portanto, a ética e a educação vem de berço e independem de classe social e econômica. Pior que a a atitude de um médico isolado é a sua como formador de opinião, querendo generalizar tal fato como corrente entre os médicos!
    Respeito muito sua coluna, mas para achincalhar médicos você vai ter que fazer melhor!
    Não se esqueça que a primeira pessoa que você viu na vida provavelmente foi um médico, e a última que vai ver, provavelmente será um médico…

    1. Renato Rovai Responder

      Eu não achincalhei médicos, ponderei questões que me parecem importantes.
      abraços

  17. Amanda Responder

    Matéria preconceituosa, generalista (como sempre fazem em se tratando da classe médica) e de longe, de alguém que não tem nenhum noção de como funciona a saúde brasileira. Incrível, reclamar dos médicos “ruins” se tratando de um jornalista com as críticas precinceutuosas e propagando o “ódio médico”. Sinceramente, qualquer pessoa com o mínimo de estudo nota a tua falta de conhecimento. Sou estudante de medicina, estudo quase 10h/dia e o resto estou no hospital. Meus pais trabalham arduamente para me sustentar e não, não pretendo futuramente morrer de fome. Quero como todos, ter uma vida confortável, ou vc não?? Doa todo seu dinheiro á caridade? Agora todos que querem prosperar na vida são gananciosos? Além do mais, nenhum médico quer trabalhar em locais onde não há estrutura para trabalhar. Do que adianta atender um pct se vc não tem o remédio para o ajudar? Logo, o pcte adoece, e a culpa nao foi do governo que não dispôs os matériais/medicamentos, foi (como sempre propagam as mídias manipuladoras) dos MÉDICO. Enfim, não irei generalizar os jornalistas (isso é algo para pessoas desqualificadas e sem conhecimento). Simplesmente irei lhe aconselhar a estudar um pouco mais sobre o significado de trabalho, saude pública e generalização.

  18. João César Responder

    Marcos Rovai.
    Você afirma que não quer generalizar e diz que não precisa de provas, mas uma hora afirma no texto “Com essa mentalidade majoritária”… Eu acho que isso precisa de provas sim.
    Você é sim levado pela própria mídia e faz parte da alimentação dela. Não entende que é muito mais fácil receber uma foto como essa de alunos fazendo gesto obsceno do que uma foto de alunos e médicos estudando e fazendo o bem por dois motivos: o primeiro é que não se pode divulgar fotos com pacientes nas redes sociais MESMO COM PERMISSÃO; a segunda é que elas simplesmente não geram polêmica, como a que você está participando.
    Fico entristecido por essas publicações midiáticas de jornalistas que escrevem apenas levados pela mídia, mas não farei alegação de que é uma mentalidade majoritária, porque não sou dessa classe e prefiro não falar do que não tenho conhecimento, evitando propagar uma ideia negativa na população geral que – voltando ao caso da medicina -, os médicos tanto lutam contra cada dia, para que os pacientes não cheguem às consultas com uma visão negativa dos médicos e assim dificultando a relação médico-paciente. Recomendo o mesmo a outras pessoas.

  19. Elenira Vilela Responder

    Não esqueça dos terríveis episódios na Atlética da medicina da USP, que inclui estupros, um estudante morto em um trote, tortura física, racismo, homofobia, musiquinhas fascistas e misóginas e paro a lista por aqui para não chorar. Lembro que quando essas práticas foram descobertas, a coisa estava de tal maneira que um professor que fez parte da sindicância chegou a se exonerar do cargo e que a ALESP teve uma CPI para apurar o desrespeito aos direitos humanos naquela instituição.

  20. Murilo Henrique Responder

    Completamente tendencioso, generalista e sem conhecimento de causa!
    Jornalismo irresponsável na base do achismo e do pré-conceito!